quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Sistema Intermunicipal de Passageiros no Estado de Sergipe: A que ponto chegou?!

Em Sergipe, à muito tempo não se vê um sistema de transporte intermunicipal de qualidade. O que antes era feito por Empresas de ônibus, hoje é dominado por Cooperativas. Cidades que abrangem a região metropolitana e são consideradas do eixo Suburbano, sofrem ainda mais com isso.
Pensando nisso, nossa equipe resolveu criar uma pequena série falando um pouco sobre tal problemática.

No total, são 6 (seis) cidades: Itaporanga, Maruim, Laranjeiras, São Cristóvão, Riachuelo e Nossa Senhora do Socorro e 7 linhas suburbanas que antes eram operadas exclusivamente pela Viação São Pedro (Grupo Bomfim), que veio a falir em 2014 e hoje são operadas por Cooperativas. Vejamos um pouco sobre cada cidade, como eram e como estão atualmente.

ITAPORANGA

Das linhas suburbanas, é a mais longa (quase 30 km entre a cidade e a capital) e também a com maior demanda de passageiros das sete linhas. A cidade fica logo após o município de São Cristóvão. Por ser uma cidade enorme, hoje em dia existem algumas linhas saindo direto de povoados como Brasília, Sapé, Tapera, Cohab e algumas das regiões de litorâneas da cidade, como a Praia da Caueira e povoados que ficam nas proximidades da rodovia.


A Viação São Pedro operava a linha ITAPORANGA / ARACAJU com 7 ônibus do tamanho padrão (12 metros) e também com midibus padrão rodoviário, compartilhando a linha com a Coopertalse (Cooperativa de Transporte Alternativo de Sergipe), que não se tem uma ideia da quantidade de microônibus ela opera a linha.

Créditos: Busólogos Unidos de Sergipe - B.U.S

Hoje em dia, duas cooperativas dividem as linhas com destino à capital aracajuana, Coopertalse e Coopetaju, ambas fazendo linhas Itaporanga / Aracaju e Povoados* / Aracaju. Porém, dentro da própria cidade existem outras cooperativas que fazem linhas dos bairros com destino ao centro da cidade.

Para “conter” a falta dos ônibus da antiga operadora da linha, as Cooperativas aderiram comprar micro-ônibus maiores, com capacidade de transportar 40 passageiros sentados. Porém, isso ainda não resolveu os problemas da linha que ainda sofre com a falta de ônibus maiores e esses micros não poderem transportar pessoas em pé. Nos horários de pico, a fila da linha chega a fazer voltas na Rodoviária Velha (Term. Rodoviário Luiz Garcia), fazendo com que os usuários fiquem cada vez mais angustiados e transtornados com a real e crítica situação do transporte intermunicipal de passageiros.

Os moradores e usuários da linha, assim como os de outras cidades, ainda sonham e acreditam que esta situação pode ser revertida e quem sim, um dia eles poderão voltar a andar em ônibus de verdade e quem sabe até em melhores condições que as antes eram passadas pela antiga empresa.

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