sábado, 5 de março de 2016

“Aracaju, e o transporte que queremos!” Parte 02

Hoje, focaremos no que deverá ser feito pela prefeitura de Aracaju, para que o Plano de mobilidade seja de fato, executado em 100% no que foi proposto.

Recentemente, o BUS fez uma matéria explicando a diferença entre BRT (Bus Rapid Transit) e o BRS (Bus Rapid Service), e como também foi noticiado por nós, a prefeitura iria inaugurar o primeiro “”””corredor de BRT””””” (o excesso de aspas é intencional mesmo) até o vindouro aniversário da cidade (17 de março). Link para matéria.

Isso pegou a todos de surpresa, visto que a execução de um projeto de BRT é algo extremamente complexo, nada simples, e muito menos nada barato. O corredor proposto interligaria o terminal Marcos Freire até o terminal Atalaia, mas para ser de fato considerado como BRT de fato, no mínimo deveriam ter vias adequadas, totalmente recapeadas, tecnologia para o pagamento da tarifa fora do ônibus, e o principal... o ônibus (que SUPOSTAMENTE estariam por vir 10 unidades para a ATALAIA).

Quem anda pela cidade e em socorro diariamente, sabe que no trecho do marcos freire, o estacionamento nas vias (até por ser um complexo estritamente residencial), é feito de qualquer jeito... no porto d’antas, as vias como no marcos freire, são excessivamente cheia de lombadas, com asfalto extremamente ruim, e com estacionamentos que com o transito atual, são inadequados. O terminal do mercado hoje, não suporta mais do que 2 ônibus parados no transbordo, quiçá um ÔNIBUS ARTICULADO BRT. Na rua da frente, o asfalto é totalmente ondulado, devido ao excesso de tráfego de veículos no centro. Na avenida beira mar, no trecho do bairro Farolândia, as intermináveis obras de esgotamento sanitário da DESO (que começaram em 2007), além de não quase espaço para a passagem de simples carros, com o estreitamento de 3 para 1 faixa nas proximidades da Toyota, e o recapeamento de qualidade absurdamente péssima dos trechos já mexidos pela Deso, torna qualquer possibilidade de colocar esse tipo de ônibus por aí, ainda mais no modelo supostamente proposto de fazer poucas paradas.

Vejam que nós até agora, apenas elencamos defeitos existentes em apenas 1 corredor. Mas a pressa de nossos administradores, em fazer tudo às pressas, não permite que primeiro se sanem problemas básicos para que de fato haja um prospecto da sombra de um BRT.

Por isso, o escritório de Jaime, ao analisar as estruturas viárias da cidade foi contratado para estudar o que poderia ser feito na cidade, em termos de intervenções urbanas para tornar o sistema de ônibus “padrão BRT” viável e seu corpo de engenheiros listou as seguintes obras que Aracaju precisa executar nos próximos tempos:

Avenida Juscelino Kubitscheck – implantação na região oeste da cidade;
Avenida OBA 4 – implantação no bairro Marivan;
Via de Contenção – no bairro Farolândia;
Via 28 BC – interligação das Avenidas Visconde de Maracaju e Maranhão - São
Paulo, no bairro Santos Dumont;
Via de Contenção – no Shopping Rio Mar, no bairro Coroa do Meio;
Avenida Augusto Franco com a Avenida Tancredo Neves – adequação viária;
Rótula do Caju – adequação viária;
Entorno do Aeroporto – adequação viária;
Avenida José da Silva Ribeiro Filho – adequação na circulação viária;
Av. Heráclito Rollemberg x Rua Paulo Henrique M. Pimentel e Av. Heráclito
Rollemberg x Tv. das Margaridas – no bairro Inácio Barbosa, adequação na
circulação viária;
Avenida Tancredo Neves (retorno Toyota) – no bairro Ponto Novo, adequação na
circulação viária; e
Rua Itabaiana – retirada de canteiro central.

Os recursos para a execução do plano de mobilidade serão originados de diversas fontes:
Orçamento da Prefeitura Municipal de Aracaju, definidos segundos os órgãos ou
secretarias responsáveis pela implementação dos planos, programas, projetos e
ações;

Recursos da SMTT, originados de seu orçamento, para os projetos de trânsito,
transporte coletivo e educação de trânsito;

Recursos externos, que se encontram em fase de negociações, especialmente os
provenientes do Ministério das Cidades no Programa do PAC Médias Cidades e do
BID (Vide Plano).

No plano diretor, existem esqueletos de como essas obras poderiam ficar, e de fato, são bem interessantes e trarão benefícios excelentes a cidade. O problema disto tudo, é que NENHUMA OBRA começou ou tem previsão de sair do papel, exceto a ligação direta da avenida Rio de Janeiro com a Avenida Gasoduto (Orlando Dantas) que oferecerá mais uma ligação direta da zona sul ao centro da cidade. Mas tem um detalhe... essa obra é do Governo do Estado que nem sequer consta no plano, mas que tá sendo executada com previsão de término para 2017.

Nosso mais sincero desejo é que tudo, relacionado a esse novo corredor de BRT que supostamente sairá do papel no aniversário da cidade, seja de fato, um presente para os aracajuanos, mas que não seja uma coisa parecendo meramente “eleitoreira”, pois a impressão que se têm para quem vê tudo isso de fora, é que tudo parece estar sendo feitos “nas coxas”, na pressa... e rezamos pra que não seja assim. O transporte público dando certo, é certeza de que em breve teremos uma qualidade de vida muito melhor.

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