quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Coluna do KBÇA: "A aliança política mais improvável em prol da mobilidade urbana."

O ano é 2016, época de eleições municipais nos mais de 5500 municípios brasileiros para os cargos de Prefeito e vereadores. Época de latente crise política pós impeachment de Dilma Roussef, onde partidos antes aliados, quase como "marido e mulher", se "divorciaram politicamente, e viviam verdadeira guerra pública declarada. 

Assume então o presidente Michel Temer envolto nas mais variadas denúncias, e este, escolhe como seu líder no congresso nacional (igualmente denunciado na justiça), o deputado federal pelo PSC-SE André Moura. Quem vivenciou na pele essa fase de transição, e de eleição municipal, sabe que não foram poucas as acusações de ambas as partes em sujeira e corrupção (direta ou indiretamente envolvidos), e que tais atritos, poderiam impactar diretamente na alocação de recursos federais referente a emendas parlamentares.

O ano agora, é 2017. Muita coisa parece ter mudado... as nuvens negras que pairavam politicamente sobre Andre Moura e Edvaldo Nogueira parece ter se dissipado (parece... mas política é um negócio meio complicado), e o que parecia ser quase uma terceira guerra mundial, virou quase uma amizade de infância.
Para chegar aonde queria, precisei fazer essa micro síntese do que houve de 1 ano para a atualidade... para o bem da coletividade, essa "aparação de arestas" entre os opositores políticos citados começou a render frutos positivos para a capital sergipana, como os 63 milhões de reais de emendas parlamentares aprovadas pela bancada federal ano passado (de um total de 124 milhões de reais) foram liberadas na conta da prefeitura na Caixa e já estão sendo investidos em obras importantes como a revitalização do Moema Freire.  (Foto da reunião: Nefy Dias)

Voltemos um pouco mais a fundo no tempo em 2011, quando a prefeitura na segunda gestão do então prefeito Edvaldo Nogueira tinha a disposição mais de 130 milhões de reais, para obras de mobilidade urbana. Iniciou-se um grande estudo para investimentos, obras, que foi reiniciado do zero pela administração do prefeito João Alves (e foi objeto de várias postagens aqui no site e fan page do BUSergipe), onde resultou num grandioso (além de utópico) plano de mobilidade urbana. Edvaldo ao ressumir, se propôs a fazer algo mais realista, entretanto, esses recursos praticamente já estavam em vias de retornar ao erário federal por falta de uso. 

Então, eis que Edvaldo vai atrás do mais improvável "aliado de última hora" de sua administração em busca desses 130 milhões: André Moura, o santo de suas causas urgentes. O deputado federal, então, intermediou uma reunião esta semana entre o ministro das cidades, Alexandre Baldy, e o prefeito da capital sergipana, para viabilizar tais recursos (além de mais dinheiro para obras nos 2 "hospitais" municipais). A expectativa é bastante positiva para a liberação desses recursos.

Na política, troca-se de opinião sobre o "adversário político" mais do que se troca de roupa certamente, mas ao menos, desta vez, parece que os resultados serão positivos para os sergipanos. Os recursos de mobilidade urbana terão as seguintes finalidades, assim que forem liberados:

Adequação das Avenidas Beira Mar, Hermes Fontes, Paulo VI (desde o Conjunto Augusto Franco até o Centro da cidade), e a Augusto Franco; construção de um centro de controle operacional para o monitoramento inteligente dessas vias com controle temporal dos semáforos; e a reforma do terminal de integração do Mercado.





Urban Matos
Editor da coluna.

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